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Mostrando postagens de agosto, 2024

Não é bonito

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... E por último tem aquela esperança irracional, aquela vontade de fantasiar que ela stalkea,lê tudo, ouve e vê os vídeos infantis que que posto. É minha mente chamando meu coração de idiota, e o coração pedindo um desconto, como uma licença poética ou uma nota fora da escala num blues. Quando chega essa esperança de ao menos ter essa atenção dela, que em pouco tempo escrevi uns dois livros de dor de cotovelo, a razão, ego ou qualquer outro termo bacana deles, aos poucos me ajuda. Todo mundo deve ter a mesma vontade de não ouvir nenhum desses dois, virar maluco, fazer merda. Dói e machuca e estrangula o estômago.  Por hora, catando na memória a pessoa que, de alguma forma, fez eu acreditar que a vida seria fácil. Preciso descontar em algué m.

Em Cada Lugar

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Em cada gesto, em cada palavra, Uma mensagem subliminar se revela, A união das almas em busca da verdade, Na essência divina que em nós se consela. Os sons do mantra, os cânticos no ar, Transmitem segredos que só o coração entende, As marés da fé que vêm e vão, Em um constante fluxo que aos céus ascende. Em meio à quietude de um templo antigo, Onde incenso queima em silêncio e devoção, A presença divina se faz sentir, Em cada canto, em cada ladainha, em cada oração. Que os olhos vejam além das formas, E enxerguem a luz que brilha em cada ser, Que as diferenças se tornem pontes, Unindo todas as almas num único saber. Assim, nas entrelinhas da existência, As religiões se entrelaçam em sintonia, E a mensagem subliminar do universo, Nos revela a verdadeira essência da harmonia.

Lágrimas Secas

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No coração, a dor já foi morada Dos amores que vieram e partiram Mas hoje, a paz está instalada E a felicidade é quem me inspira As lágrimas que um dia derramei Se transformaram em força e aprendizado Cada cicatriz me fortaleceu E me mostrou que o amor é renovado Os suspiros angustiados estão escritos  E deram lugar a um sorriso sincero O peso no peito já não me aprisiona Pois aprendi me amar de maneira verdadeira A solidão que tanto me assombrava Hoje é apenas uma lembrança distante Pois descobri que estar bem acompanhada É questão de escolha e não de sorte Então celebro a vida, amor em abundância Agradeço aos que me fizeram sofrer Pois foi através dessa experiência Que aprendi a me amar e a viver Assim sigo, leve e serena Com o coração cheio de gratidão Pois o amor que um dia me condena Hoje me traz alegria e inspiração.

Traço Humano

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A raiva corria pelas veias, quente e insaciável. A sensação de perda, misturada com a revolta, fazia o peito doído e a mente confusa. As lembranças dos momentos juntos se misturavam com a dor da ausência, criando um turbilhão de sentimentos indomáveis. Por um instante, o pensamento foi de rendição. Mas algo dentro dele se recusava a aceitar a derrota. Uma chama, pequena e frágil, mas teimosa em se manter acesa, resistia bravamente ao apagamento. Com um suspiro profundo, ele decidiu que a revolta seria a sua força. Não importava o quão doloroso fosse, não importava o quão obscuro fosse o caminho pela frente. Ele se lançaria de cabeça na tempestade, desafiando o destino e todos os obstáculos que se colocassem em seu caminho. E assim, com o coração pesado, mas determinado, ele deu o primeiro passo em direção ao desconhecido, ciente de que a revolta seria a sua guia e a sua salvação.

Saudade no Silêncio

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É no silêncio que a saudade grita,   Nos cantos vazios onde o amor se escondeu,   O tempo, cruel, desfaz as memórias,   Mas o coração insiste em lembrar o que se perdeu. No eco da risada que não mais se ouve,   No toque que o vento já levou,   Fica o vazio que a alma recusa esquecer,   Uma dor que o tempo nunca curou. A cada passo, uma sombra do que fomos,   A cada amanhecer, a falta do que seríamos,   E no peito, um vazio que queima e consome,   Saudade, essa chama que não apaga, só inflama. O amor, que era sol, virou estrela distante,   Brilha no céu de uma lembrança que não se vai,   E eu, naufrago em mares de saudade,   Procuro no horizonte o que jamais voltará. Mas no fundo, sei que a saudade é o que resta,   Um lembrete doloroso do que era real,   Pois enquanto doer, eu saberei   Que aquele amor, apesar de perdido, foi real. ...

Soneto da Incerteza

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Que seja eterno enquanto dure a dúvida,   Aquela que em teu peito faz morada,   Que o amor seja o poema na madrugada,   E a dor, a rima que nunca se muda. Seja cada gesto um verso indeciso,   No qual o olhar busca, mas não encontra,   E cada sorriso, a esperança pronta,   De que o tempo, enfim, revele o preciso. Que seja inconstante como o vento,   Esse sentir que arrasta e que acalma,   E que a alma, no fim, aceite o tormento. E se o destino for apenas lamento,   Que reste a poesia gravada na palma,   A eternizar o efêmero momento.

Nosso papo

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A saudade me corta como vidro quebrado,   Cada lembrança de sua voz, doi como  espinho cravado.   Você me acusa de tudo, sem apontar ato,   E me afogo em silêncios que não posso entender (nem me defere). Andou taxando a mim entre suas linhas como a razão da nossa ruína,   Tomando posse o patamar de nunca errar, e não se inclinar. (O Alecrim dourado sem defeito) Eu sou o vilão nessa história sem rosto,   Enquanto você é a vítima, o doce oposto. Mas onde está o erro que diz que cometi?   Você me compara a sombras que não vi,   Trazendo fantasmas que não posso lutar,   De um passado que não posso apagar. trouxe seu ex para nossa relação, na forma das tramas que ele gerou. Comparações silenciosas, dores antigas que eu não causei, mas que agora me condena. Sou culpado por falhas que não entendo,   Mas não sou o monstro que você está vendo.   A dor de te perder é real, sem disfarce, ...

Uba, de novo

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Eu estava no meu apartamento, afundado no sofá, recém-divorciado e pronto para esquecer a vida assistindo a um filme de ação com um bom whisky na mão. Meu plano era simples: afogar as mágoas em adrenalina cinematográfica e álcool. Mas, como sempre, eu subestimei minha própria capacidade de complicar tudo (risos de nervoso). Depois de algumas doses e uma sequência de explosões no filme, comecei a pensar que seria mais divertido se eu tivesse companhia. Então, fiz a única coisa que parecia lógica na minha mente alterada: chamei os caras. João, Zeca e Paulão chegaram em tempo recorde, trazendo cerveja, mais whisky, e garrafa de rum que ninguém sabia de onde veio, mas que imediatamente se tornou a estrela da festa porque ninguém bebia isso, porém bebemos (risos). Esforço pra gostar do rum, depois me mantive no meu whisky, mas os caras... bem, eles se jogaram de cabeça na doideira. O filme virou um borrão, e tudo o que lembro depois disso é de estar rindo feito um louco de uma piada sem gra...

Coreografias da divisão?

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O que que a gente tem na cabeça, afinal?   O pastor gira como ponteiro do relógio, e tal?   A pomba gira no sentido contrário, meu irmão,   Mas  se eu rodar pra qualquer lado, não daria confusão? Católico faz a cruz de lá pra cá,   Ortodoxo faz de cá pra lá, vai entender!   Se a bênção muda de direção,   Será que o efeito também vai reverter? A galera reza de joelhos, uns de pé,   Uns se curvam, outros fazem até um olé!   Será que a fé é questão de coreografia?   Ou é só pra deixar Deus com mais simpatia? No Oriente, medita em posição de lótus,   Enquanto no Ocidente, a prece é no banco da igreja,   Se eu misturar yoga com um terço na mão,   Será que o efeito vem em dobro, numa só oração? E os Hare Krishna com os mantras em giro,   Enquanto o judeu balança no muro das lamentações,   Será que se misturar tudo isso num caldo,   Dá uma e...

Mentes do infinito

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A mente, em plano sutil reside,   Uma dimensão acima que os olhos não veem,   Se fosse matéria, em mãos, pensamentos caberiam,   Mas nascem livres, num campo que só o pensar é presente. Alem de planos, temos dimensão a entender O espírito assimila o que vem do viver,   É nesse plano mental que acessamos,  Energias divinas, conectamos para fazer. Nos Vedas, a mente é um vasto oceano,   Onde a consciência é o barco a velejar,   Merecimento é a vela que se abre ao vento,   Quanto mais puro o coração, mais longe vai chegar. Mística é a dança das energias sublimes,   Que no silêncio do pensar se fazem ouvir,   Quanto mais profundo o destacamento,   Mais alta a música que a mente pode sentir. Nesse plano mental, tocamos o intangível,   Ativamos as faculdades do plano mental,   E quanto mais puro o intento e a busca,   Mais profundo se torna o laço vibracional....

Saudade doi nos dois mundos

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Vejo nos olhos do meu pai o fim que se aproxima,   A passagem, essa velha conhecida, estende sua mão.   Entendo o ciclo, o fechar das portas,   Mas não há sabedoria que afaste a dor do adeus. Como médium, transito entre os véus,   Converso com os que já partiram,   Enxergo o além com clareza que poucos têm,   Mas a verdade, nua e crua, é que nenhum saber   Diminui o peso de vê-lo assim, frágil,   À beira de deixar esse plano. O espírito aceita a transição,   Sabe que o corpo é apenas vestimenta,   Que a vida segue em outros caminhos,   Mas a carne, essa, ainda sente o frio   Do momento em que o coração para. A espiritualidade me dá suporte,   Mostra que o fim é apenas uma volta para casa,   Que há paz na travessia,   E que o sofrimento é breve,   Mas a consciência desse fato   Não diminui o vazio que deixa. Vejo o desti...

Do outro lado do rio

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Remo em silêncio,   nas águas calmas da vida,   onde cada braçada é uma prece,   cada respiração, um passo lento. Há uma luz que sussurra,   do outro lado do rio,   onde a esperança repousa,   além das sombras que conheço. Meus pés tocam o frio da dúvida,   mas meus olhos vislumbram o horizonte,   onde o sol acaricia a pele da manhã,   e o coração, cansado, enfim repousa. Não é o destino que me chama,   mas o caminho que percorro,   onde as margens se encontram,   no abraço sereno do tempo. Carrego nas mãos o peso do passado,   mas é a correnteza que me guia,   para longe das correntes invisíveis,   para o outro lado, onde respiro alívio. E ao cruzar esse rio da vida,   deixo para trás as pedras da dor,   e encontro, enfim, na outra margem,   o eco de uma canção,   que sempre foi minha,   e...

Agosto em ponto alto

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Em um dia estranho,   a caneta falhou,   o café esfriou,   e o sol resolveu tirar férias,   escondido atrás das nuvens mais cinzas da cidade.      A vizinha, aquela do 302,   decidiu que era hora de fazer yoga na varanda,   com uma roupa que parecia mais pijama,   e o carteiro trouxe uma carta errada,   com o nome de um tal de João,   que nem mora por aqui. O gato da rua,   que sempre foi de poucos amigos,   resolveu miar como um tenor,   acordando a rua inteira,   e o relógio da sala,   aquele herdado da avó,   parou justo às 10:10,   como se dissesse: "Chega por hoje". No supermercado,   fui comprar pão,   mas só tinha um pacote de biscoitos,   e na fila, alguém falava do tempo,   como se isso mudasse algo. A tevê, claro, resolveu dar pau,   bem na hora da no...

Ser Alquimista

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Ser alquimista é mais que transmutar o chumbo,   É tocar o véu do eterno, a fonte do profundo.   Na forja da alma, onde o fogo é pensamento,   O alquimista molda o ser, seu mais puro intento. Helena, que do oculto fez sua morada,   Desvenda os mistérios da sabedoria velada.   Hermes, três vezes grande, no éter ecoa,   Com leis imutáveis, a verdade ressoa. É o que une o macro e o micro no mesmo laço,   O que transforma o comum no ouro mais escasso.   Na busca pelo divino, o alquimista se faz,   Um com o todo, em perfeita paz. Entre símbolos e palavras, a jornada é interna,   O labor é eterno, na luz que governa.   Na fusão do espírito com o cosmos, é que se revela,   O alquimista verdadeiro, que a todos espelha. E assim, no invisível, o segredo se faz,   Pois a analogia e o subliminar dizem mais. Se atiça sua busca curiosa, desperto sua origem cósmica. Ao Temp...

Diagnóstico do Amor

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"Dr., meu peito dói de um jeito diferente,   Um aperto constante, mas não é somente;   O coração, ora dispara, ora se aquieta,   Como se o mundo girasse sem meta." "O paciente, me fale, sente febre ou calafrios?   Ou um calor repentino que lhe invade os desvarios?   Vejo que os olhos brilham, mas não é febre,   É uma chama acesa que ao amor se insere." "É isso, doutor! Um fogo que não se apaga,   Queima por dentro e em cada passo me afaga.   Sinto a ausência dela como falta de ar,   E quando ela sorri, o mundo parece parar." "Ah, sim, o diagnóstico está claro,   Você sofre de um mal que é raro.   Chama-se amor, meu caro, e não tem cura,   Mas não se preocupe, é a mais doce loucura." "E o que faço, doutor, para essa dor que não cessa?   Como acalmar o peito que só a presença dela confessa?"   "Não há remédio, apenas o tempo e a paixão,   Ou...

A Revolta do Amor

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Lucas nunca foi de se meter em problemas. Até conhecer Mariana. O amor não surgiu de repente. Foi como uma doença incubada, esperando o momento certo para se manifestar. Começou com um sorriso dela na praça, depois uma conversa despretensiosa sobre filmes de segunda categoria. Quando Lucas percebeu, já estava infectado. Mariana era uma dessas garotas bonitas demais para serem felizes. Filha única de um empresário local, criada a pão de ló, mas sempre vigiada de perto. No fundo, era como um passarinho preso numa gaiola cara, mas ainda assim, uma gaiola. O pai dela, um homem de poucos amigos e muitos desafetos, era o tipo que preferia comprar afeto a conquistar. Os encontros entre Lucas e Mariana foram se tornando frequentes, sempre às escondidas. Os dois se viam depois do expediente dele, no canto escuro de um bar que cheirava a cigarro velho e fracasso. Ela bebia gim com limão, ele, cerveja barata. Ali, na penumbra, trocavam segredos e sonhos sem futuro. Lucas não era estúpido. Sabia q...

Estraguei tudo

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Eu quis te dar o céu, te trouxe o mar,   Mas fui cego ao que não pude enxergar, estraguei tudo.   Com promessas que fiz, pensei te acalmar,   Só plantei tempestades ao invés de amar, estraguei tudo.   Em cada gesto meu, tentei te cuidar,   Mas o toque falhou, te fez se afastar, estraguei tudo.   Nos sonhos que tive, queria te guiar,   Mas a trilha que escolhi te fez duvidar, estraguei tudo.   No abraço apertado, busquei te amparar,   Mas o frio do meu medo te fez congelar, estraguei tudo.   Agora o que resta é essa dor a gritar,   Nos ecos vazios do que fui tentar, estraguei tudo.

Falta

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Sinto falta daquele amor nosso,   Do silêncio que gritava sem som,   Do toque que acalmava o caos,   Do olhar que dizia tudo, sem dizer nada. Era um amor que rasgava o peito,   Que fazia doer de tão doce,   Que invadia a alma, profundo,   E deixava marcas que o tempo não apaga. Porém, tudo é ausência,   Um eco do que foi, do poderiams ser,   E cada lembrança é um vazio,   Um buraco que nada preenche. Falta o calor da tua presença,   O peso do teu abraço seguro,   Falta o amor que era abrigo,   Que era tudo, que era tanto. Agora, restam só os fantasmas,   Daquilo que fomos, do que podíamos ser,   E a saudade é a única que ainda me faz companhia,   Nessa vida onde você parece não querer. 

Nova Lenda

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Entre nós, a Via Láctea se estende,   como a linha que separa Orihime de Hikoboshi,   um amor que só pode florescer em raros momentos,   quando o tempo é generoso e as estrelas se alinham. Sou  Selene, descendo todas as noites   para encontrar meu Endymion adormecido.   Nosso amor, como o deles, está preso em um ciclo eterno,   onde a luz e a escuridão se entrelaçam,   mas nunca despertam completamente do sonho que nos mantém. Como Calisto, olho para o céu e vejo você, Árcade,   tão próximo, mas além do alcance,   presos numa órbita de desejo e dor,   onde o toque é uma promessa que nunca se cumpre. Fugimos como Aretusa e Alfeu,  correndo por caminhos paralelos,   onde nossas águas se encontram,   mas nunca se misturam.   O destino, como um rio impiedoso, nos mantém separados,   mesmo quando nossos corações anseiam por se fundir. E, como O...

Qual caminho sentir

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Dentro de ti, há um processo sereno e contínuo, a vida, Onde escolhas e decisões moldam teu caminho.   A mente, como um quadro negro profundo,   Recebe impressões que definem teu mundo. Teu pensamento racional desenha com precisão,   Guiando ideias com firmeza e intenção.   Mas ao redor, vozes sutis se entrelaçam,   Espíritos que, silenciosos, em tua mente passam. Eles colaboram na construção do pensamento,   Escrevendo no quadro com suave alento.   A mente se abre a esses toques externos,   Mas as emoções permanecem em seus termos. Mesmo quem é médium sabido, se descuidar deixa de guardar,   Decide o que entra, o que se torna visão.   Acesso à mente é filtrado pela tua luz interior,   Se será treva ou claridade, isso vem do teu calor. Não há batalha, mas um fluxo natural,   Onde escolhas determinam o que é real.   A mente pode ser influenciada, mas a decisão...

Peças sem Graça

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Quantas peças sem graça o universo nos pregou,   em noites vazias de sonhos desfeitos,   onde o desejo se veste de silêncio,   e o amor se esconde nas frestas do tempo. Fomos moldados em ilusões quebradiças,   enlaçados por promessas que o vento levou,   e o futuro que antes brilhava em nossos olhos   agora se apaga, como estrelas que já não queimam. Nosso amor não foi feito para florescer,   mas para se perder nas encruzilhadas da vida,   um amor que existe apenas nas sombras do que poderia ser,   um sussurro ao longe, que o universo calou. Quantas peças sem graça, e ainda assim,   me pego a te procurar nas esquinas do destino,   sabendo que em cada curva, o vazio espera,   e o amor, aquele amor, jamais será vivido.

A Revelação

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A Revelação de Gabriel Gabriel tinha 21 anos e vivia em uma cidade grande, cercado por arranha-céus e multidões apressadas. Desde pequeno, sempre sentiu que havia algo diferente em si. Tinha sonhos vívidos, pressentimentos que se confirmavam e uma sensibilidade aguçada para as emoções e acontecidos nas vidas alheias. Sempre se intensificando, esses dons, que antes pareciam apenas coincidências, começaram a serem educados. Na infância sentia a presença de algo além do visível, o que o levou a mergulhar em estudos sobre mediunidade, buscando entender o que realmente acontecia a ele. Em uma tarde fria, Gabriel em um dos diversos cebos que frequentava, cercado por livros sobre espiritualidade, tentando encontrar respostas para suas experiências. Foi quando, sem querer, esbarrou em um livro de capa desgastada, escondido entre volumes maiores. O título era *O Caibalion*. Nunca tinha ouvido falar daquele livro, mas algo nele despertou sua curiosidade.  Ele começou a ler, intrigado pelas S...

Sinto frio

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Eu pensei que nossos passos   tinham cravado marcas na terra,   que o vento de outono não apagaria,   que nossas histórias, bordadas juntas,   estavam escritas em nossos corações.   Mas o que restou, agora,   é um frio que não me conhece mais, ao cumprir seu pedido de Amizade. Você, que parecia ser a chama   a aquecer ao ser vista,   se tornou gelo,   distante, imóvel, como se nunca   tivéssemos dançado na mesma canção.   Há um vazio aqui,   onde sua voz ecoava,   onde seu olhar costumava encontrar o meu.   Achei que carregávamos um ao outro,   em cada conversa mesmo boba,   mas seu silêncio me diz que talvez   eu tenha sido apenas uma sombra   na sua estrada, talvez imensa mágoa  mas não uma história que vale a pena lembrar.   E aqui estou eu,   tentando costurar as memórias ...

O Homem de Chapeu Negro

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Nas profundezas de uma cidade antiga, onde a luz do sol mal tocava o chão e o som do vento era sussurrado pelos galhos retorcidos, um cigano emergiu das trevas. Ele vestia um manto esfarrapado, e na cabeça, um chapéu preto, grande e gasto, que parecia abrigar segredos antigos e terríveis. Seu nome, há muito esquecido pelo mundo, ressoava apenas nas mentes daqueles que o conheciam pelo que realmente era: um homem que caminhava entre o mundo dos vivos e dos mortos. O cigano vinha de um lugar onde as almas se perdem, onde as trevas não são apenas ausência de luz, mas uma presença viva que corrompe e consome. Lá, ele havia feito um pacto para escapar, oferecendo parte de sua própria alma em troca de dons extraordinários. Ele se tornou um vidente, um curandeiro, um guia para aqueles que precisavam, mas o preço que pagou foi alto. As trevas nunca o deixaram verdadeiramente livre, e agora, ele carregava uma luta interna, uma guerra silenciosa travada em seu espírito. Nas vilas pelas quais pas...

Relógio Quebrado

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No coração da cidade cinzenta, onde os edifícios se amontoavam como gigantes desdentados e as ruas exalavam um odor de miséria, vivia Pavel. Um homem que, aos 35 anos, carregava nos ombros o peso de décadas de solidão. Seus olhos, outrora cheios de esperanças juvenis, agora eram vazios, como poços secos, sem nenhum reflexo do céu. Pavel trabalhava como operário em uma fábrica suja, onde o barulho das máquinas e o cheiro de óleo queimado tornavam-se insuportáveis. O mundo ao seu redor parecia um relógio quebrado, em que os ponteiros continuavam a girar, mas o tempo não avançava. A cada manhã, ele acordava no mesmo quarto escuro, de paredes descascadas, cujas rachaduras pareciam espelhos de sua própria alma fragmentada. A cidade estava repleta de gente, mas para Pavel, era como se fosse deserta. Os encontros diários com outros seres humanos eram meros acasos, como folhas mortas que se chocam no vento. Havia algo de ausente em sua vida, algo que ele não conseguia nomear, mas cuja falta re...

Só uma poesia de amor

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Não escrevo para alguém,   Nem para um rosto, um nome.   Escrevo para o vento,   Que leva o amor além do horizonte,   Onde não há começo, nem fim. Neste espaço sagrado,   Onde o silêncio é oração,   O amor não tem dono,   É chama eterna,   Que arde em cada coração. Vejo a luz que não cessa,   Que toca a alma em sua essência,   Onde a distância não separa,   Pois somos um só,   Na vastidão do que não se vê. Aqui, não há promessas,   Nem desejos que o tempo leva,   Só o sentir profundo,   Que ultrapassa o agora,   E se faz eterno em nós. Nesta poesia,   O amor é prece,   É a brisa que acaricia,   O voo livre da alma,   Que encontra paz no infinito. E assim, sem ser de ninguém,   É de todos e de tudo,   Um amor que existe,   Porque sim,   Porque é. ...

A Vida de João

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O sol já se despedia do asfalto quente, mas o calor ainda pesava nas ruas estreitas do centro. João se arrastava pelos becos, um cigarro pendurado no canto da boca e o paletó surrado nas costas. Ele era um desses sujeitos que a cidade engole e cospe sem piedade. Um homem invisível entre os prédios altos, sobrevivendo de bicos e esquemas que ninguém perguntava a origem. No bar do Velho Chico, ele era mais um rosto entre tantos. A luz amarelada, o cheiro de cachaça barata e suor saturavam o ar. Sentado no canto, ele observava, quieto, os outros frequentadores. Gente como ele, que encontrava na bebida e nas conversas rasas uma fuga temporária da realidade. Foi ali que viu Clarice pela primeira vez. Entrou no bar com uma segurança que desarmava qualquer um. Vestido vermelho, justo, revelando curvas que pareciam desenhadas à mão. Os cabelos negros, soltos, balançavam com uma sensualidade natural. Mas o que mais chamou a atenção de João foi o olhar dela. Um olhar duro, direto, como quem já v...

Reflexo

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Por que vestimos máscaras no dia a dia,   Desenhando sorrisos que não refletem o coração?   Escondemos as verdades por trás de gestos vazios,   Mas será que o engano nos traz alguma redenção? Nos encontros, fingimos um brilho nos olhos,   Ocultando as sombras que nos assombram por dentro.   Por que nos tornamos atores no palco da vida,   Deixando a falsidade moldar o nosso centro? Será medo de mostrar a nossa fragilidade,   De expor a dor que em silêncio carregamos?   Ou talvez seja a vontade de pertencer,   Mesmo que a alma sofra enquanto nos adaptamos. Seguimos nessa dança disfarçada,   Onde verdades se perdem, se diluem, se vão.   Mas será que no fundo todos buscamos,   Apenas um lugar onde a máscara caia, e haja compreensão? Talvez seja saudade de Amar. 

Quem vai dizer "Chega"?

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Nas primeiras duas décadas e meia,   Meu corpo foi campo de batalha,   Marcado por dores e feridas,   Que o tempo não deixou esquecer.   Agora, o que antes era carne,   Transforma-se em coração partido,   Onde cicatrizes invisíveis doem,   E o cansaço pesa mais que a minha aura.   Já não é só o corpo que sangra,   Mas o espírito, cansado de lutar,   Procurando, entre os destroços,   Um alento, uma paz para habitar.   Mas mesmo no meio do desespero,   Vejo que o cansaço é só parte,   De uma jornada que ainda não terminou,   E que, um dia, me levará ao lugar de paz.

Mas será?

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Distância que nos separa,   Mas que une nossos corações,   O amor floresce, não se apaga,   Mesmo em longas constelações. Os quilômetros são nada,   Quando a alma está em sintonia,   Nosso amor é chama sagrada,   Que queima em pura harmonia. As noites sem teu abraço,   São preenchidas por saudade,   Mas em cada olhar que traço,   Vejo a nossa eternidade. Mensagens que trocamos,   São beijos em forma de letra,   Palavras que nos amamos,   Selam nossa alma completa. E quando finalmente chegar,   O dia de nos encontrar,   O mundo todo vai parar,   Para ver nosso amor brilhar. Pois não há distância que afaste,   O que o coração decidiu,   Nosso amor é laço que nasce,   E cresce em cada desafio.

De avião

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Nas linhas do tempo, o toque é memória,   Em cada segundo, teu nome ecoa,   A distância não apaga, só amplia a história,   De um amor que resiste, persiste e voa. Vejo teus olhos em telas brilhantes,   Mensagens que cruzam o vazio entre nós,   E no silêncio das horas distantes,   Ouço teu riso, como música em minha voz. Prometo que o caminho, por mais longo que seja,   Leva sempre ao destino que juntos sonhamos,   E quando, enfim, o abraço se veja,   Seremos nós, completos, onde sempre estivemos.

Apenas um agradecimento

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Em meio aos dias de sol e de lua, Houve uma história, a minha e a tua. Vivemos momentos de riso e de dor, E, ainda assim, guardo tudo com amor. Foste um capítulo de vida querida, Um porto seguro, uma grande amiga. Nas curvas do tempo, seguimos caminhos, Mas levo lembranças dos nossos carinhos. Tua presença marcou minha jornada, Ensinaste lições de forma encantada. Mesmo agora, em novas estradas, Teu impacto em mim jamais se apaga. Ex, mas não menos importante, Nos laços que fomos, és relevante. Agradeço por tudo, de coração, Por teres sido parte dessa canção.

solidão inteligente

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A solidão da inteligência é um fenômeno que muitos indivíduos altamente inteligentes experimentam ao longo de suas vidas. Este sentimento de isolamento intelectual pode surgir de várias fontes, incluindo a incapacidade de encontrar pares com interesses e habilidades semelhantes, a dificuldade de comunicação devido a diferentes níveis de compreensão, e a percepção de ser incompreendido ou subestimado pela sociedade em geral. Indivíduos inteligentes frequentemente se envolvem em pensamentos complexos e abstratos que nem sempre são facilmente compartilháveis. Isso pode criar uma barreira na formação de relacionamentos profundos e significativos, pois seus interesses e preocupações muitas vezes não encontram eco nos círculos sociais comuns. O diálogo, que é uma das principais formas de conexão humana, pode se tornar um desafio quando há uma disparidade significativa na compreensão e no interesse intelectual. Além disso, a sociedade muitas vezes valoriza a conformidade e a simplicidade, rel...