Diagnóstico do Amor

"Dr., meu peito dói de um jeito diferente,  
Um aperto constante, mas não é somente;  
O coração, ora dispara, ora se aquieta,  
Como se o mundo girasse sem meta."

"O paciente, me fale, sente febre ou calafrios?  
Ou um calor repentino que lhe invade os desvarios?  
Vejo que os olhos brilham, mas não é febre,  
É uma chama acesa que ao amor se insere."

"É isso, doutor! Um fogo que não se apaga,  
Queima por dentro e em cada passo me afaga.  
Sinto a ausência dela como falta de ar,  
E quando ela sorri, o mundo parece parar."

"Ah, sim, o diagnóstico está claro,  
Você sofre de um mal que é raro.  
Chama-se amor, meu caro, e não tem cura,  
Mas não se preocupe, é a mais doce loucura."

"E o que faço, doutor, para essa dor que não cessa?  
Como acalmar o peito que só a presença dela confessa?"  
"Não há remédio, apenas o tempo e a paixão,  
Ou o abraço sincero que alivia a tensão."

"Então é isso, doutor, me entrego a essa doença,  
Que traz dor e alegria em igual presença.  
E se amar é sofrer, que seja sem medida,  
Pois, no fim, o amor é a cura da vida."

Postagens mais visitadas deste blog

Viva o hoje para viver

o Silêncio Onde Eu Me Encontrei

Mirdad