Só uma poesia de amor
Não escrevo para alguém,
Nem para um rosto, um nome.
Escrevo para o vento,
Que leva o amor além do horizonte,
Onde não há começo, nem fim.
Neste espaço sagrado,
Onde o silêncio é oração,
O amor não tem dono,
É chama eterna,
Que arde em cada coração.
Vejo a luz que não cessa,
Que toca a alma em sua essência,
Onde a distância não separa,
Pois somos um só,
Na vastidão do que não se vê.
Aqui, não há promessas,
Nem desejos que o tempo leva,
Só o sentir profundo,
Que ultrapassa o agora,
E se faz eterno em nós.
Nesta poesia,
O amor é prece,
É a brisa que acaricia,
O voo livre da alma,
Que encontra paz no infinito.
E assim, sem ser de ninguém,
É de todos e de tudo,
Um amor que existe,
Porque sim,
Porque é.