O verbo que molda o invisível
No silêncio onde a alma se aquieta,
Surge o verbo, semente do invisível,
Hermes sussurra aos corações atentos,
Que a mente é o pincel do universo.
Cada pensamento, um traço no éter,
Cada intenção, um caminho traçado,
A magia não é feitiço ou truque,
Mas a verdade oculta no pensar.
Como o sopro que move as marés,
O espírito molda o real em segredo,
Na quietude da vontade férrea,
O impossível se curva e se desfaz.
Não há ilusão, só a criação pura,
Que nasce do âmago do ser consciente,
Hermes ri, pois o mistério é simples,
O que pensas, torna-se existência.
Não há pressa, não há presságio,
Somente o fluir do espírito vivo,
Na certeza que o universo escuta,
E responde ao eco do teu desejo.
Assim, moldas o que te é sagrado,
No templo oculto da tua mente,
Onde o espírito e o verbo se fundem,
E a realidade se rende ao teu comando.