Ambivalencia
Gosto do silêncio
que se estende no ar,
me dá uma liberdade estranha,
sem peso, sem fala, sem cobrança.
Eu, meu espaço e o tempo...
sem ninguém para dividir o que é só meu.
Às vezes,
quando a noite chega,
tem um eco escondido
nas paredes vazias.
Nada demais, só aquele som
que parece ecoar do meu peito.
Ou talvez do vazio.
Mas é uma paz boa,
Tem uns momentos
em que o vazio vem e se faz presente.
Mas tá tudo bem,
é só o vento batendo na janela
Me lembra que, por dentro estou sozinho,
ainda assim o mundo gira lá fora.