Saudade no Silêncio

É no silêncio que a saudade grita,  
Nos cantos vazios onde o amor se escondeu,  
O tempo, cruel, desfaz as memórias,  
Mas o coração insiste em lembrar o que se perdeu.

No eco da risada que não mais se ouve,  
No toque que o vento já levou,  
Fica o vazio que a alma recusa esquecer,  
Uma dor que o tempo nunca curou.

A cada passo, uma sombra do que fomos,  
A cada amanhecer, a falta do que seríamos,  
E no peito, um vazio que queima e consome,  
Saudade, essa chama que não apaga, só inflama.

O amor, que era sol, virou estrela distante,  
Brilha no céu de uma lembrança que não se vai,  
E eu, naufrago em mares de saudade,  
Procuro no horizonte o que jamais voltará.

Mas no fundo, sei que a saudade é o que resta,  
Um lembrete doloroso do que era real,  
Pois enquanto doer, eu saberei  
Que aquele amor, apesar de perdido, foi real.





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