Nosso papo
A saudade me corta como vidro quebrado,
Cada lembrança de sua voz, doi como espinho cravado.
Você me acusa de tudo, sem apontar ato,
E me afogo em silêncios que não posso entender (nem me defere).
Andou taxando a mim entre suas linhas como a razão da nossa ruína,
Tomando posse o patamar de nunca errar, e não se inclinar. (O Alecrim dourado sem defeito)
Eu sou o vilão nessa história sem rosto,
Enquanto você é a vítima, o doce oposto.
Mas onde está o erro que diz que cometi?
Você me compara a sombras que não vi,
Trazendo fantasmas que não posso lutar,
De um passado que não posso apagar.
trouxe seu ex para nossa relação, na forma das tramas que ele gerou. Comparações silenciosas, dores antigas que eu não causei, mas que agora me condena.
Sou culpado por falhas que não entendo,
Mas não sou o monstro que você está vendo.
A dor de te perder é real, sem disfarce,
E me pergunto se ainda resta um enlace.
Enquanto você me pinta como o mal,
Eu me afogo nessa dor, no vendaval.
Saudades que me matam, lentamente,
E uma culpa que me consome, silenciosamente.