Até Breve
Preciso de espaço, vozes demais,
Não pergunte, sem mais palavras.
Já ouvi demais, e já pesa demais.
Me deixa ter seu silêncio, só coisas como preço do pão.
Não me espere, hoje não vou ouvir,
Não quero ser rude com seus planos, e não quero estar neles.
Me ajuda com mapa, da leveza que perdi,
Vem fugindo de mim, com sua voz de aliada.
Promessas demais,
Vejo sem entrar nas portas de vidro,
O caminho quieto, e de novo,
meu velho cansaço sem urgência.
Deixe que eu vá em silêncio,
O tempo longe passará depressa, novamente.
Vou virar um pouquinho parte de nada,
A chama que me queimava, apagou.
Vou com meu passo, volto logo, sem pressa.
Para as vozes até breve, meu breve.