Ás De Copas

Desde o começo, você sabia,
eu deixei claro o que queria,
confiava porque era a regra,
você sabia – cedeu, seguimos.

Mas conhecia cada linha do meu pensamento,
todos os becos onde me perdi e me achei.
Fui aberto demais, você sabe o que sinto até hoje,
mas sempre se guarda – e por quê?

Cansei de esperar alguma verdade tua,
de te conhecer no fundo do que você barreira.
Esse teu jogo de fantasia é coisa tua,
um luxo barato pra ver quem perde a cabeça.

Fazendo do amor um campo de emboscada,
era sempre difícil cada jogada.
E eu, caindo por absurdos, passo a passo,
já tentei entender muito – no fim optei pela minha sanidade, o que restava dela.

Perdi a conta de quando disse pra parar,
de quando avisei do limite na linha, de quanto tentei conversar, resolver, me magoar.
Tua boca prometia com lindoas palavras, mas não conseguia mais ouvir, as atitudes falaram mais alto,
O limite de engulir mentira disfarçada de linha fina.

Então, olha pra mim e responde – e responde direito:
quem é que mente? Quem se protege desse jeito? Quem é você?
Essa trama que te veste, que te esconde,
é só medo, é a máscara que assume o controle que nunca assume.

Se amar é tortura, então assuma o papel,
mas agora conheci o fim.
Tudo que culpou não sustenta,
Ainda deve me ver como um jogo– só não é em mim que termina sendo assim.

Postagens mais visitadas deste blog

Viva o hoje para viver

o Silêncio Onde Eu Me Encontrei

Mirdad