Clareza

Eu não perdi tempo,
Busquei outros corpos, outros olhares,
Tentando me livrar da memória,
De nós dois em lugares agora vulgares.

Mas cada rosto que eu encontrei,
Era sombra do que já me foi,
Um eco pálido e distante de tal credo,
Do que eu pensava para nós dois.

Eu tentei, mas nada encaixou,
Nenhum beijo trouxe alívio ou fim,
E por mais que eu fugisse adiante,
Sempre voltava para mim.

Agora vejo, você ainda brilha,
Como farol no meio do escuro,
Mas é estranho e doloroso,
Te ver como meu porto seguro.

Porque mesmo em dúvida se errei,
Ainda também me perdi por aí,
Ainda dói admitir,
Que o melhor de mim foi em ti.
Clarea pra mim, seu valor e o que sinto por ti.



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