A tênue linha entre amor e ódio

Entre o amor e o ódio, uma linha tênue se estende,
Onde a alma vacila, e o coração se prende.
Em um instante, somos devotos, prontos a nos dar,
No outro, feridos, tentamos nos afastar.

O que nos move é um paradoxo cruel,
Um desejo profundo, um medo que fere a pele.
Amar é um risco, um salto no abismo,
Mas odiar é cegar-se no próprio cinismo.

Entre a luz e a escuridão, vagamos sem direção,
Ora em êxtase, ora em profunda solidão.
Há beleza no caos, há ordem no quebrar,
E nessa linha tênue, aprendemos a caminhar.

Pois amar é dor e é glória, uma batalha a cada dia,
E o ódio, um veneno que traz melancolia.
Mas no fim, somos feitos do mesmo pó,
Capazes de odiar, mas destinados a amar só.

E nessa linha que dividimos, frágil e imperfeita,
A lembrança que o amor, mesmo ferido, sempre se endireita e amor e ódio são duas faces da mesma moeda.

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